O vento sopra em meu rosto, onde logo minhas lágrimas se espalham descompassadas. Corro em longos passos, tento alcançar aquilo que o tempo ainda afasta de mim, e a distância diverte-se em me castigar.
A terra fria sem o teu calor se faz presente de baixo dos meus pés, e assombra da solidão me acompanha á cada passo que dou. Os galhos das árvores que por onde passo, parecem garras querendo me definhar, na tentativa inútil de me afastarem de lhe encontrar.
Meus pés doem, paro e vejo o horizonte ao longe e nele já posso ver os primeiros raios de sol que põem fim a escuridão do meu caminho. Não posso parar, agora falta pouco, falta muito pouco pra finalmente deixar que meus pés descalços não toquem mais a terra fria e me abrigar em teu carinho.