Todos somos cúmplices
De um crime hediondo
Somos herdeiros de uma dor
Que de longe é incurável.

Um crime que fechamos os olhos,
Que calamos ao invés de falar,
Que desvencilhamos ao invés de nos envolver
Que faz a dor ser inquebrantável!

Somos parceiros da mediocridade
Andamos lada a lado com o repulsivo
Alimentamos na boca, o imoral
E dizemos não, ao que é perdoável!

Se parássemos pra pensar,
Ou se pensássemos em parar...
E ouvir o que o silêncio nos diz
No seu ponto de vista tão louvável,

Daríamos valor ao próximo
Não seríamos condenados pelo descaso
E tudo ao nosso redor teria mais valor
Se nos tornássemos, cada um, mais amável.