(Des)amor

09 de Abril de 2014 Saulo Alves Falcão Poesias 183

Sim, eu sei o que é o amor, e sei também o que é a falta dele. A falta dele é como se uma pessoa estivesse murrando meu estômago, enquanto eu estivesse amarrado e vendado, é tudo escuro, é tudo incerto, menos as dores, as dores são reais, são terríveis, são intransferíveis, são nossas. A verdade é que vamos sofrer por muito mais tempo que imaginamos e por muito menos tempo que pensamos. Às vezes, ficar em casa vai ser insuportável, pois qualquer coisa lembrará a pessoa: um objeto, ou até um simples programa na TV, ou uma música tocada ao acaso na rádio, mesmo no mais baixo volume. A saudade e a solidão vão te consumir até você entrar num estado que chamo de ”pré-loucura”, até os cabelos você vai querer arrancar, suas lágrimas se tornarão constantes, seu coração vai ser esmagado com a tristeza e seus sorrisos ficarão cada vez mais escassos. O tempo passará bem devagar, e isso irá te definhar de uma maneira nunca antes vista, ou sentida, ou demonstrada. Você vai se arrastar pelos cantos, irá sorrir falsamente para seus melhores amigos; essa é uma dor sua. E sei: você não quer dividi-la com ninguém. Você vai passar os dias sendo uma pessoa feliz, mas quando chegar em casa, quando ligar o chuveiro, irá desabar. Sim, você vai fraquejar, você vai chorar, você vai aproveitar o barulho das águas e irá somar a elas o som do teu choro, e deixará suas lágrimas irem embora pelo ralo, passando desapercebidas, você não quer assumir que chorou, que não aguentou, que fraquejou, que desabou. Mas assuma: EU DESABEI! Vai ser tão mais fácil, tão mais aceitante, tão mais consolador, afinal de contas, você não terá o abraço confortante da outra pessoa, não terá o apoio tão necessário, não terá o ombro amigo que ela tanto fez questão de dizer que ia te dar, você não terá o beijo que te fazia flutuar, você não terá a mistura de corpos que te fazia delirar, você não terá o aperto de mãos que te fazia único, você não terá o outro corpo para chamar de seu. As músicas que antes era motivo de alegrias, hoje se tornarão motivos de tristeza, de angústia. Os lugares que te davam mais tranquilidade, hoje farão você se sentir assustado, amedrontado, era lá que você ia com ela, foi lá que vocês passaram bons momentos. De repente, de uma hora pra outra, tudo, ou melhor dizendo: tudo que você gostava de fazer, não vai ter mais graça, ficará sem sal, sem gosto. Mas uma coisa eu te digo: Não tenha medo de sofrer, e nem de exteriorizar tudo isso, que de alguma forma te aflige, e o mais importante: NÃO tenha medo de amar novamente, tem tanta gente querendo chegar e te fazer feliz, que tu nem imaginas. Deixa entrar, deixa fluir…

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