Nesse emaranhado de vozes

Existe uma fórmula de destruição

Ainda que sua cabeça é uma rocha

Permanecem fissuras, Como as de um canyon

Onde facilmente as águas deslizam lentamente.

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Já  não mais importa a aparência de rocha

Oque importa? Nada importa!

Porque oque entra, não entra pela porta.

Não bate! Adentra, penetra, invade, se alastra se forma.

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Não existe o absoluto, tudo esta suscetível agora.

È esse tudo que é nada, sabendo que no nada, se tem de tudo!

Inferno e céu, que ainda se diziam contrários

Se abraçam diante de sua montanha egoísta.

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Partes e partes dos dois extremos fazem a diferença

Sem esteriótipos? sim claro, é de instinto.

E sendo assim, continuará a ser egoísmo alheio.

Se desprende e te acompanhe a passos largos.

Mas não se prende em outro!

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Pois deixar que se despregue do cume

Descendo destruindo tudo oque havia sido construído

É de se esperar! é humano não é?

É imperfeito não é? é efeito de fábrica.

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Sir Melhado