Um palpite ao tempo

30 de Abril de 2014 Sir Melhado Poesias 218

Repleta de perceptos e afectos ela pulsa, pula, impulsa...

Descansando com amor sem garantir sua manhã sorrindo...

O erro de um momento é priorizado muito além de um todo...

Mesmo que esse todo seja maduro, mesmo que esse todo seja puro.

.

Ao futuro intrigante cabe sentir seu salivar...

Com o rangir de dentes só no aguardo de sua presa...

Presa que não entende sua fragilidade voluntária...

Um medo que talvez seria a infecção de toda dor e incerteza.

.

Agora este frio vem secar as lágrimas da saudade.

Saudade dos beijos, apertos, amassos e agarros.

Saudade de um calor, cujo não há discrição para tanta energia

Uma energia que parece pulsar do coração até a superfície da pele.

..

O incerto, que ja não acho certo...

Agora veio em minha direção, sem conversas e sem compaixão.

Aos olhos do vento só é possível observar as alegrias.

Ja o tempo, esse menino maroto, é demasiado egoísta e só enxerga toda dor.

.

Quanta falta de amor em perdoar tempo?

Onde vai chegar assim, ao ser perfeito? Ao momento perfeito?

Não tenho culpa se não acreditei que seria bom comigo, que seria pleno e belo.

como acreditar, só te fiz mal.

Infelizmente não contava com essa sua surpreendente atitude.

Como sempre, nos pegando de surpresa, nos pregando peças e brincando com nossos instantes.

É só para mostrar seu poder? pois agora eu quero lhe usar, para esquecer ou para voltar.

Me dê um espaço, vamos caminhar juntos...

Sabemos no fundo que tudo fica mais lindo quando entra em contraste com nós dois.

.

As reações desse tempo são instantâneas e as mais extremistas possíveis.

Mas tento a cada momento pensar no porque das ações e reações.

Só me resta o perdão, só me resta o que resta, que talvez seja oque não presta.

Não há mais como deter, são as consequências e elas são indestrutíveis..

.

K. Raphael Melhado 29/04/2014

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