Tempos

09 de Agosto de 2011 Gisela Cardoso Poesias 369

O que foi arruinado foi passado
Mas o passado vive-se no presente
Fazendo com que o meu futuro seja mais incerto
Como de qualquer um que uma cartomante pode prever.

As alegrias foram vividas,
Mas os sentimentos são ainda machucados
Por outros sentimentos de cuja função
É de sufocar a alegria do meu presente.

O meu presente causa a minha desistência
De continuar para sentir o futuro
Todo futuro é incerto, mas o meu eu creio que seja mais.
Eu tive passado, mas um passado corrido.

Vejo o meu presente como um filme
O qual já assistir diversas vezes,
Mas nunca consegui assistir o seu fim
Me indago então se eu terei fim

Fim eu terei, como uma boa mortal
Quando será? Nem Deus sabe!
Sabe Deus da minha existência?
Aqui estás a frase para a minha lápide:

"Aqui jaz alguém que nunca viveu!"

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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