Noites Claras

10 de Agosto de 2011 Wellington Calcagno Poesias 445

Despido da razão qual me assola
Vago na estrada do desconhecido,
Pelos caminhos do pensar
Ou no beco dos segredos.
Nem sonhos me são permitidos,
Ou mesmo o amar pueril.
Na dor se faz escondido
O cantar que vivia outrora.

Eis! O calar rememora
No lar da sofreguidão silente!
Pois, o canto calado outrora
Mantinha esse ser vivente
Agora resta apenas o fantasma
A ladrar nas noites frias,
A depositar o confio das lágrimas
Aos cuidados da muda poesia.

E a musa que antes sustinha
O antigo peito enamorado,
Não cabe nos versos quadrados
De uma doce melodia,
Nem há de correr pelos seios
Da antiga inspiração.
Perdendo-se na frieza
Das noites à luz acesa
A celebrar a solidão.




Rio de Janeiro, 28 de abril de 2011.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem permissão do autor.

Leia também
CIDADE DOS PATOS (cordel infantil) há 19 horas

Vivia na bela cidade dos patos Um velho pato que contava fatos De uma fam...
madalao Infantil 5


"Feliz...dia...de...São João" ... há 1 dia

Quem dera ir mais além, cantar mais alto Sobre esse chão salgado onde na...
joaodasneves Poesias 5


No Vento da Literatura há 1 dia

Gosto da poesia quando chega de surpresa... Pode não ter beleza, mas q...
a_j_cardiais Poesias 37


Bendito Amor Eterno há 2 dias

Quando pensamos que Jesus disse que todo aquele que lhe foi dado pelo Pai, ...
kuryos Artigos 14


"Vendo" há 2 dias

Hoje vendo um corpo sem alma, e um extrovertido coração partido, uma ...
joaodasneves Acrósticos 9


"Te amo vinho tinto" há 2 dias

Tu meu querido vinho tinto, és e serás a minha inspiração, Ter o cop...
joaodasneves Poesias 11