Corolas Secas

10 de Agosto de 2011 Wellington Calcagno Poesias 601

É angústia a sombra derradeira,
Do agudo píncaro d’outeiro
Nutre a voz de dorido pranteio
Semeia ao solo pérfida roseira.

Neste vergel de corolas secas
Findam-se as cores da primavera,
Nascem assombrosas Quimeras
Destroçando a delicada seda.

Vai-se então por flume corrente
A alva pérola de saudoso júbilo
Qual vistosa fulgia fremente,

Brio fastuoso de colorido rúbio.
Estertora em fleuma silente
A acrimônia de seu mundo fusco.



Rio de Janeiro, 13 de julho de 2011.

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