Deletério olhar

10 de Agosto de 2011 Wellington Calcagno Poesias 520

Guardo em mim uma fera,
Aprisionada por laços
Da limitadora matéria.
Resta-me atado à teia,
Olhos que até me abrasam,
Se acaso eu sair do padrão.

Destas severas faúlhas
Saltam sermões fastios.
Mitos, ilusões e falácias
Flagelam a alma pura
Com sua sana quimérica
E uma fastuosa razão.

São nesses olhos que vejo
A fantasia garbosa
De uma obscura paixão.



Rio de Janeiro, 19 de maio de 2011.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem permissão do autor.

Leia também
"A felicidade" há 5 horas

A beleza de um jardim nao depende do tamanho das flores, mas sim da varie...
joaodasneves Pensamentos 7


"A decadência" há 8 horas

Numa decadência sem fim. não paro de cair. Esta tudo muito escuro aqui,...
joaodasneves Poesias 11


"A Parede" há 8 horas

Esta parede que nos separa Tem que cair, assim falaremos de ti de mim Olh...
joaodasneves Pensamentos 7


John Owen - Hebreus 1 – Verso 3 – P4 há 18 horas

John Owen (1616-1683) Traduzido, Adaptado e Editado por Silvio Dutra ...
kuryos Mensagens 9


John Owen - Hebreus 1 – Verso 3 – P3 há 18 horas

John Owen (1616-1683) Traduzido, Adaptado e Editado por Silvio Dutra ...
kuryos Artigos 9


John Owen - Hebreus 1 – Verso 3 – P2 há 18 horas

John Owen (1616-1683) Traduzido, Adaptado e Editado por Silvio Dutra ...
kuryos Artigos 8