Meu corpo celesteNa alvorada surge com um sorriso tímido,

Desperta com vigor para mais um páreo com a resplandecer solar.

Á noitinha predomina sobre o azul estrelado.

Sua fantasia consiste nesse perder e renascer.

Ilumina, some, me esquece e depois aparece.

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Nova, tão bela, se alegra e me cerca.

Crescente, avante, adiante, irradiante, à vejo fora do meu alcance

Cheia, permeia, me arrodeia, enlouquece, sou mais uma presa em sua teia.

Minguante, se vai e aos poucos se esconde, sem um beijo, um cheiro ou um adeus sequer.

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Mas talvez, essa lua que admiro só possui duas fases:

Bem me quer e mal me quer.

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.Sir Melhado