As gotas de luz da tarde branca
Transpassam com grandeza
Seu pejo hirto, o vidro frio e mudo
Diáfano cristal de ilusão,
Silente ser limitador de olhares,
Pungente fronteira a separar
A lívida fagulha do abstrato
E o fogo fátuo da verdade.
Por entre a obscuridade do umbral
Do sepulcro de horas infindas
Perece a acridez das sombras
Em meio às paredes rijas.



Rio de Janeiro, 26 de maio de 2011.