A travessia das almas indomáveis
(de William Adriano)

Nada realmente pode mudar
O modo de pensar
De uma alma itinerante

Que sofre o pó e o nó
Que curte a carne no lombo
Do sol que a costela reclama

Dos passos que se calam na lama
Do olhar cansado
Do horizonte incomensurável

Do riso simples e sincero
Das almas indomáveis
Que ao destino completado
Mesmo que momentaneamente

Reconhecem a beleza do chão duro
Da capa suja de pó
Da sandália arrebentada
Do cajado gasto na ponta

Até que então se contemple...
O real sentido de cada passo

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