Cegueira

10 de Agosto de 2011 William Adriano Poesias 452

Cegueira
(de William Adriano)

Caminhávamos sem rumo
Desviávamos dos entulhos
Cabisbaixos em meio à névoa
Trôpegos e sonâmbulos

Nossos olhos se abriram de repente
Cores antes não percebidas
Traços antes não compreendidos
Sorrisos antes não afáveis

Agora era possível se desviar do lodo
As pedras não eram motivo de tropeço
Como antes eram para nós

Agora sentíamos a brisa da estrada
Podíamos olhar pra trás se quiséssemos
Só não era possível retornar

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