A arte
(de William Adriano)

A essência dissolvida do poema
Aspirada de uma ideia inata
Provinda das profundezas da alma
Extasia assim o poeta arrebatado

A arte é o dissolver e coagular de sua essência
O poeta é um mero instrumento desta transcendência
Escravo desta força que nos impulsiona a criar
Que nos desfigura e nos molda ao seu desejar

A arte é uma força que nos escraviza
Como uma musa que todo poeta precisa
É o sopro da vida que nos faz sonhar
É a embriaguez que nos faz delirar

A arte se dissolve numa imagem resplandecente
E se fecha como olhos que escondem lágrimas

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