A ilusão e a essência
(de William Adriano)

A arte dissolve a criação
Que se implode em consequência
O olhar coagula a ilusão
Que superficializa as aparências

A alma se dissolve sem forças
Se esquece, se desfalece
O corpo se dissolve na terra
No tempo, no espaço

O poeta se dissolve no espaço
Se perde na eternidade
Em seus profundos apontamentos
Ele eterniza sua criatividade

Sua arte endurecida e concreta
Aglutinada no poeta
Pulsa e cria a cada tom
A alma e o corpo
O líquido, o néctar
Sangue e ar

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