O olhar da esfinge
(de William Adriano)

Confesso estar preso as formas
Formas configuradas mortas
Pois formas sem forças são mortas
Mortos, sem forças, sem formas

Cadeias explosivas de pensamentos mortos
Pensamentos deformados pelo ego corrompido
Não é bom sonhar e não se entregar à luta
É relevante devido aos desejos ainda escondidos

Pois às margens do abismo das nossas vaidades
Podemos ser estrangulados pelas nossas mentiras
Que contamos para nós mesmos
Com medo de sermos descobertos
Por nossos próprios sonhos ideais

Então ao perdermos a noção da realidade
Sem termos motivos pra continuar o trajeto
Nos vemos diante de uma grande esfinge
Que sonda nossas faltas e podridões

Nos apresentando um enigma, um dilema
Que nos faz pensar em quem nós somos
E qual caminho devemos tomar
De agora em diante, sem medo de errar


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