A janela mostra
A imagem da vida,
A idéia distorcida
O que não é mais sentido.
No sentir do sonho.
Vê-se o real, o mortal,
O que não é moral.

O bem e o mal
Juntos em revoada,
Vivem em alvorada.
Nos confins
do que foi sonhado,
Assim calado.
Ao lado do sonhador!
O que sonha com a dor,
Que vive a dor.

O real se perde
e antecede o morrer
Ao viver.
Não é mais ser!
É sonho!
É sonho!
E tonto, mais que tonto.
É sonho!
O sonho vivo
que do ser é tristonho!
Por fim, o real é sonho.




Rio de Janeiro, 7 de Julho de 2009.