O sibilar do vento,
Promove sinfonia pura
Cerra-me os olhos.
Faz-me ouvir tal candura.
O trovão vem dar o tom
De graves, compassos.
Nos pingos a tocar a água,
Ouço lira tão suave.
Pássaros abrigados
Detém o trabalho de sopro.
No fim de tudo o “Sol”
Revela sua clave.


Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 2010.