Olhai os lírios dos campos,

oh vede as aves nos céus!

no azul da imensidão

o nome Deus, tão presente

em toda vasta criação



Eu tão pequeno, menino.

na imensidão, pequenino

a minha a voz eu te grito

a voz que veio de longe...

de dentro do próprio Deus

na gestação, minha mãe!

fez o desígnio seu! 



Meu grito assim nascido

displicente adormecido

dentro do meu próprio eu

às vezes agradecido

pelo meu tempo vivido



Te amo! grita m’alma

oh! Eterno! Desde o fruto

da inexistência de tudo

de fora quando o dentro

estava fora do tempo



Deus que não morre jamais!

Nos altos píncaros dos montes

Nos abismos sem vida

Das assombrosas abissais



em todo tempo ouvirás

enquanto alento houver

a canção que eu proclamo:

Te amo! Eterno, te amo!



Cabo Frio 26/04/2014


Olympio Ramos