O corte espúrio, em minha carne densa
O qual dado por tua ímpeta indiferença.
Trazendo a tona a dor profunda
A invadir tal ausência.
Corte-me com feraz diligencia!
Pois num assombro triste me farás descansar,
Acometo-me, em sentidos já distantes,
Ausentes, silenciosos, sendo assim dormentes;
Ao antepor de sentimentos displicentes.

Que agudam a dor já disposta agora.
O que queres de mim,
A atenuar, o lúgubre sofrimento,
Ao dar viés à dor esquecida há tempos,
Porém escondida por um solene momento?

Não! Não vou refutar esforços,
Que conseqüentemente me levem a lutar
Desistir, sem ao menos tentar?
Ah! Embriago-me com minha mente,
Que por si só é ser vivente!


Rio de Janeiro, 25 de Junho de 2009.