Inferno

10 de Agosto de 2011 Wellington Calcagno Poesias 427

Inferno! Vazio! Inferno!
e eu agonizando em tons menores
entregue aos ratos
sentindo a glória desses tremores
tremendo tanto, que não me passam
lembranças lógicas do caos que nos criou,
do fim que nos é guardado,
do trunfo que me é escondido!

Frêmito que sinto livre, tão livre que é vivo
Triste irremediável torpor de minha vontade.
Inferno, nebulosa ardência do sentido
do que não me recordo há tempos
e o que faz sentido?
Nada! Nem lógica existe agora
a alegria se foi outrora
Transformando-me em herdeiro desse
e de tantos outros infernos.


* Em parceria de Vinicius Mello do Nascimento

Rio de Janeiro, 31 de maio de 2010.

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