Rubor detido entre facas,
Primor se perde sob entulho.
O pássaro canta em murmúrio
Com cinza dia que se mostra.
Vem, diga-me do que gostas!
Enquanto a corrente segue
Rubra por baixo da pele,
Em bramir a dar por conta
Toda força de meu corpo.

Sístole a traduzir o escopo,
Que por mim fora antes visto.
Hoje se perde esquecido
Em diástole cansada.

Vem, porventura debulhar-me!
Não te prenda a bons costumes
Chega mais perto.
Mostra-me o negrume!
Que em tua face guarnece
Fecha meus olhos fracos,
Pare o som ritmado
Que o meu peito apetece.





Rio de Janeiro, 3 de março de 2010.