Paisagens
(de William Adriano)


Pela janela dos meus poros
Uma chuva fina, uma brisa convidativa

Pela porta dos meus olhos
Que se abrindo para alguém
E entrando de corpo e alma
Consciente da existência da afeição projetada
Tornasse então perceptível
A imagem de uma linda paisagem
Um recanto aos outrora sonhadores
Que agora calados pelo medo dos sonhos
Pararam de escrever o que sentiam

A velocidade da escrita
Altera o sentido da constância
Força a propulsão criativa
E desata os nós das mentes caladas

A paisagem muda com o sol
A luminosidade bate do outro lado da sala

Os apontamentos dançam sobre a pauta
E ainda não alcançaram a velocidade da luz

Da luz dos olhos teus


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