Ela é uma flor.

Está sempre lá.

No jardim.



Todos passam por ela.

Ninguém a vê.

Todos estão com pressa.

Ninguém enxerga sua beleza.



Mas eis que a vem chuva forte e arranca-a violentamente de
sua raiz.

E então ela se vai, na enxurrada.

Ninguém a viu.

Ninguém percebeu sua tristeza.

Ninguém a tocou ou disse a ela como era linda ou como
enfeitava tão perfeitamente o jardim.

Ninguém.

Ninguém.



Ahh, doce e meiga flor,

Você nunca esteve sozinha todo esse tempo...