Sexto sentido
(de William Adriano)

Meus sentidos me alimentam com informações
Tenho fome, tenho alma, tenho sede, tenho gana
Vejo, cada cor dentro de mim
Uma imagem numa perspectiva desenquadrada

Exalo o perfume das manhãs apaixonadas
Que se confundem com o odor da indiferença
Ouço, mas às vezes finjo não ser real

Vou construindo sentimentos
Sobre os escombros da indefinição
Uma figura monocromática
Um deslize do lápis no papel

Nos passos leves me sinto mais completo
Nas loucuras matinais me vejo solfejando
Nas tardes enegrecidas pelo desânimo...
Repentinamente, um sexto sentido me assalta!


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