Sobre alguns sonhos
(de William Adriano)

Olhos que rasgam versos...

A impermanência de nossos humores
A distância dos sonhos que se afastam do cais
As esperanças que se vão por entre os dedos

Desconheço estes espasmos inconstantes
Desta súbita falta de fé e esperança
Diante do desejo de se encontrar
E a teimosia rebelde de fingir apatia

Se aproveitássemos o instante
E não fechássemos nossos corações
Nossos sonhos ganhariam asas
E as entrelinhas nos indicariam um sinal
Uma passagem só de ida

Então a sinceridade viria à tona
Não teríamos como negar a força da verdade
Que nos levariam aos sonhos que matamos diariamente
E de repente, ressuscitaríamos num toque singelo


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