Cai à tarde nesse tempo presente



E o vento sopra e acende as estrelas ferventes



Num derramar profundo de sonhos açucarados



Adormecidos no orvalho do poente algemado



Como ervas de inverno mais frio



Turvas ao luar desanimado aceso num pavio



Nos poentes riscados do outro lado



Nas caladas de um córrego desbotado



Que esconde as faces de uma lágrima nua



Perdida na gota da chuva que cai na rua



As nuvens ligeiras desse celeste telhado



E o poente escondido lá no outro lado



As faces coradas dessas poças de estrada



À noite véu escuro até alta madrugada



Fico eu dessa janela imaginando



Que o poente está la diante se escondendo



Conto as estrelas no calabouço das relva



As mais distantes outras brilhantes e a alva



Nesse recôndito de tantos olhares  e tudo ver



E No escuro ainda enxergar, o poente escondido



No amanhecer...


CJJ