Caneta Verde

14 de Agosto de 2011 Talaris Poesias 349

Pra quê tantas palavras?
Do meu uso tão excasso
E da sua necessidade
Faz disso irrelevante pouco caso

Com a caneta preta escreví
Sobre o simples e a relatividade
Sobre aquilo que, de ver, sentí
Sobre minha busca por irracionalidade

Com a azul aqui rabisquei
Sobre a dor
Sobre como a adorei
Sobre o ódio e sobre amor
Ao infinito me arrisquei

Manchado agora tudo estaria
Se ao menos outra tinta me restasse
Já não é mais sobre alegria
Como se minha felicidade já não bastasse

Logo não restará caderno
Logo não restará parede
Pra quê tantas palavras?
Se não pra machucar
Minha linda Caneta Verde.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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