Eu atingí o fundo de minhas veias
Da Aranha, o veneno e as teias
Sou uma Pós-Imagem arcana
Fruto de uma Mente insana.

Dor minha a cada gota que escreve
Aceitação haja mesmo que o sentimento negue
Sacrificado e ainda que errado,
Certo, morto e crucificado.

Eu sempre usei essa câmera
Doce Pós-Imagem de outrora
Sangue que à vida tempera
Marcas no escuro chão da Aurora.

Chame de Otimismo a Dor
Tão visível e incolor
Ou a chame de Pessimismo
Irrelevante de seu Egoísmo

Eis na folha meu sangue azul
Meu "so" sem o "Pul"
O Esperto e o Otário
Surpreendente e Ordinário

Que morram os momentos
Tão pouco infinito Tempo
Pós-Imagem que dói por agradar
A Planta que sobrevive sem o Ar.

Louco e adorado.
Morto e superado.
O ser por trás da Pós-Imagem.
Antes só,
Nunca mais negado.

(E loucamente julgado)
(Sem Motivo, sem Razão)
(Com todos os sentimentos)
(Pisados e jogados ao Chão.)

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