Eu dedico esse cigarro à você, e a cada tragada que dou você preenchê o meu pulmão me matando, me consumindo aos poucos, que forma mais linda de declaração. Você se transforma em brasa para queimar os rastros que você deixou em mim, quente como de costume. A fumaça que agora habita esse cômodo, dança pelo ar formando as imagens do passado, do nosso passado. Prometo que assim como será a última lágrima derramada por você, esse será o último cigarro que vou acender - nunca fui muito boa com promessas, você sabe disso - não vou mais me desperdiçar por sua causa. Nem mais um cigarro, nem mais um suspiro, nem mais um gole de café forte.