Quando o coração bate em contra tempo
E a respiração retém a fúria de dentro de nós,
nasce um sentimento apaziguador,
E me pego divagando em você, no que representa pra mim.
São as pétalas de nós, retratando nas águas,
aquele barquinho de papel que nunca mais voltou.

Se te atenho, prendo. Se desejo, morro.
Porque alcançar o prisma deste sonho me detém,
mesmo que por inocência, como um raio cair em mesmo lugar

Vou indo de costas, pelas bordas das ruas,
tentando enxergar você, como se pudesse acenar.
As lembranças de nossas infâncias rabiscadas em rascunhos,
guardados em nossas caixas de brinquedos,
e abertas a poucos segundos, antes de me lembrar de tudo.
Tudo o que me faz sorrir, com uma lágrima a descer

Se corro, fujo. Se me afasto, desnaturo amizade.
Impossível não me culpar também, são apenas repetições tuas,
difícil seria se de nada lembrasse.

Agora, olho ao redor, e o vazio da noite me faz melhor.
No silêncio dos seus lábios quis deixar meu recado, mas não pude.
Um desejo que amadurecera com o tempo, os segredos que guardei.
Apenas esperei, um karma, a cina, ou como queiram definir,
O alcance das tuas mãos a poucos metros,
A distancia de você, de alguns anos mais, talvez.