Inesperança

09 de Julho de 2014 Alvim Prosa Poética 667

doença incurável

não poder agir

um poste na esquina

um sobe e desce cego

um prego que se prega

uma testa na parede

um colapso pela janela

ver o lapso de uma tarde

morrer a flor escarlate

eliminada do esquecimento

cimentar entes e memórias

na ácida paisagem

no jardim cultivar cactos

ver na pia pratos quebrados

restar o desamparo azulejado

viver bons momentos em

cartões postais entre vestais

que viajaram ao mundo sem

rumo ou prumo

chega a calada vez

na tez o amarelo torpor

aqui e ali o líquido terror

nos olhos tristes


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