Da anarquia deste mundo, menina,

não há quem consiga fugir, esconder-se, 

submeter-se a uma serenidade, paz contínua.

Da delinquência? Está cheio até a borda,

a ponto de derramar-se à infectar o universo.

De coexistência? Há falta, aboliu-se, 

tornando quase inexistente, acredite.


Medos sempre virão, confesso-te,

mas faça-os impenetráveis à tua alma

Não deixes que teu âmago se aniquile,

não permita que sejas infame o teu ser,

atenua-se de tuas aflições, e tua busca

incessante pela liberdade neste mundo insano, 

finalmente chegará ao seu fim.