Na casa fora do eixo

23 de Agosto de 2011 Romano Ruiz Prosa Poética 470

A mão deixou a vulgar estrela de plástico no braço do sofá laranja claro. De um amarelo gasto por muito tempo sem um lugar, às vezes no chão, numa poça de água ou ao lado de um bituca de cigarro, aquele pequeno objeto que não brilhava em nenhum céu chamou a atenção do sujeito sentado, ao acaso, do lado daquele braço sujo e molhado. Mal atento a quem deixou a pobre estrela, que nem estrela é, abandonada em uma superfície qualquer, fitou suas cinco pontas em busca de um pensamento... e encontrou alguém. Para a sorte do inanimado, sua inesperada presença foi o estalo necessário para que o homem lhe arranjasse um lar e uma viagem de primeira classe ao lado de uma frase numa carta - "Tire a semana pra sorrir, pois até o mais ordinário acontecimento contêm em si o poder de desvelar a alma"

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