Após imagens de dois documentários, um que me deixou com uma vontade impossível (falo impossível como todas as possibilidades de acontecer) de ir a Istambul e outro que deu o prazer coletivo de risadas sem qualquer tipo de constrangimento, me dei conta que eram 23:00 horas no meu relógio de pulso quebrado, ironia estar funcionando naquele momento, enquanto contemplava minha imagem esfarrapada (tudo velho - tênis, jeans, rosto) no reflexo da porta automática do metro. Ao meu lado, engatilhando o imaginário, um guarda que dando tudo a entender, TV minuto Corinthians, iria como mais dois guardas somar á segurança fortificada pós jogo. Disfarçando meu interesse na conversa entre os sujeitos da "ordem", olhava para mim mesmo e ouvia atentamente o homem falar sobre as qualidade e virtudes de uma 38 em comparação a um pistola. Espiei com os olhos a face fria (talvez só naquele momento) do homem que dava créditos ao poder de impacto da 38. A arma na mão de um homem é arma, e o homem na mão de uma arma?