Pediu, por ultimo, uma caneta e papel. Atenciosamente o dono do bar lhe entregou o pedido - sabia que estava ajudando na intenção de amenizar a ansiedade que comia o estomago de seu amigo. O papel tinha apenas um lado branco, o outro era preenchido por uma propaganda de um recital de Jazz. Aproveitou o sinal - o panfleto simbolizava fluxo. Começou a escrever sobre o os gestos, movimentos e expressões das pessoas. Deu permissão para títulos engraçados, como por exemplo, o seu preferido intitulado "Patéticos". Debruçado sobre um pequeno balcão, limpando o suor do copo que insistia em manchar suas palavras, encolheu sobre si mesmo. "Sobre a inspiração" foi seu penúltimo titulo - logo depois, foi "Divagações de um cão sem dono". Enfim, terminou dizendo "ainda falta o outro".