Crônica de um verão

06 de Janeiro de 2012 Romano Ruiz Prosa Poética 552

Pediu, por ultimo, uma caneta e papel. Atenciosamente o dono do bar lhe entregou o pedido - sabia que estava ajudando na intenção de amenizar a ansiedade que comia o estomago de seu amigo. O papel tinha apenas um lado branco, o outro era preenchido por uma propaganda de um recital de Jazz. Aproveitou o sinal - o panfleto simbolizava fluxo. Começou a escrever sobre o os gestos, movimentos e expressões das pessoas. Deu permissão para títulos engraçados, como por exemplo, o seu preferido intitulado "Patéticos". Debruçado sobre um pequeno balcão, limpando o suor do copo que insistia em manchar suas palavras, encolheu sobre si mesmo. "Sobre a inspiração" foi seu penúltimo titulo - logo depois, foi "Divagações de um cão sem dono". Enfim, terminou dizendo "ainda falta o outro".

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

Leia também
Lembra? há 2 dias

Quando o tempo nós pertencia dia e noite não existiam? Quando ainda...
enidesantos Poesias 21


Principio há 2 dias

Toda a humanidade repelida da perfeição Privada da perspectiva da ...
enidesantos Poesias 13


Viandar há 2 dias

Viver e caminhar eu gosto de tudo que a vida me da Gosto de viver e ...
enidesantos Poesias 11


Fluxo do tempo. há 2 dias

Boca devoradora do tempo que tudo vai apagando varrendo da vida todo o en...
enidesantos Poesias 14


Sou há 2 dias

o que quero e onde quero Meu palco é a vida Dela faço brotar o pr...
enidesantos Poesias 12


Ame...! há 2 dias

Apenas ame Não se infecte de amor Infecte-se de vida Queira vida D...
enidesantos Poesias 11