Sou apenas uma pena, que sobrevoa serena, que leve pousa sob pena, a encenar a minha própria cena. Sou a situação do dia encenado, na hora da escrita, da fonte calculada, dos minutos contados; dos segundos perdidos do nada.
Sou a voz que grita submissa, presa as palavras, no eco dos gritos. A sombra que revela os meios e compõe os fins. Sou a leve pena que sobrepõe o infinito. A esmagar assim, meu Ser.
- Sem aplausos.

( Do livro: A Magia da Solidão)