Casa D’alma

01 de Maio de 2017 B. Karvalho Prosa Poética 241

O hoje é ela e dela vem às pequenas verdades.
Não sei se você me entende é diferente.
Minha fraqueza e a tua beleza não me entenda mal.
Mas arrancares a minha alma e deixastes aos teus lobos.
Sou um tolo a aceita tuas palavras com boa féh.
Todo vez que sigo teu rumo à tempestade aumenta
Iá carrego a minha tormenta e não devo aceitar a tua marca.
Foi os benditos olhos verdes.
Perdi-me na imensidão de uma realidade inexistente.
Construí esse mundo.
Dei fundação e alvenaria.
Nas paredes a decoração de todos os nossos sonhos
e no concreto frio me deixaste na minha Casa D’alma.
Procurei respostas, criei novos mundos, recriei a tua sombra
Mas nunca repliquei a tua luz.
Vivo satisfeito em uma nova vida.
Mas ligeiramente infeliz quando me lembro da tua existência.

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