100 canções de amor

15 de Maio de 2012 Norberto Alves Prosa Poética 735

Que a chuva possa trazer o meu amor, que na sua própria língua me traz versos forjados em perfeita sincronia com o sentimento que aflora em mim. Que essa chuva que cai possa lavar os olhos do meu amor, para que uma vez despertando para o mundo, possa me olhar com os mesmos olhos apaixonados que eu tenho em segredo. O frio que faz não será bastante a ponto de fazer amenizar o fogo no meu peito, que arde em silêncio e o faz palpitar a cada vez que lê uma frase ou ouve a doce voz do mais belo pássaro que embala as madrugadas com suas canções nas mais diversas línguas. Já disseram que o amor é fogo que arde sem se ver. No meu caso, é como a chuva que cai e não é capaz de levar na correnteza todas as palavras apaixonadas que eu guardo. Que a chuva possa te levar o meu som, pois a cada acorde da tua doce melodia, te dedico cem canções de amor em uma tentativa de ser cada uma em uma língua diferente, cada uma da maneira mais inusitada possível. Já que, por hora, não te vejo, dessa maneira não é possível que eu não possa te fazer ouvir tamanho sentimento.

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