A primavera chegou, sai como sempre o dia estava bonito,
o sol brilhava, as nuvens desapareceram, o caminho era longo entre casas e prédios, já longe da cidade, longe do passar dos carros, eléctricos, autocarros entrei num caminho de terra batida, caminhei a passo largo, ao longe o rio com suas aguas correntes, claras como a pureza da sua alma, andei ao longo do rio, subi a colina, e baixei do outro lado, ai estava a cabana junto a praia, nela entrei, o pó tirei, roupas mudei, ate loiças por agua eu passei, numa poltrona peguei, no alpendre da entrada a coloquei, me sentei e te esperei.
A tarde estava alta, as gaivotas entoavam já melodias de amor.
A noite estava quente, puxei por um cigarro acendi-o, ao longe vi-te com teu vestido vermelho, como as rosas que te comprei, espalhei pétalas pelo chão, onde tu te deitas-te, e entre caricias apaixonadas, te beijei, me beijaste, fizemos amor ate de madrugada, onde nossos corpos enrolados entre suores de prazer e paixão, te desejei e fui desejado
esse foi o nosso pecado, teu e meu, eu também era um homem casado...