Na tampa da caneta percebo dois corações. Um acima do outro, idênticos, de certo copiados por alguma máquina repetitiva e insensível, esses dois corações estão por ai, um mais quieto que o outro, aos milhares, sem serem percebidos. Eu os percebo e acredito perceber o que não é percebido. E mais: eis um aviso, quem sabe princípio, da poesia.