Nem mais o tempo, nem mais a distância

07 de Julho de 2011 Fred de Oliveira Prosa Poética 762

Seria ignorância eu me basear em flores, dosando essa morfina para minimizar o efeito de todo impedimento que ainda reside em mim.

As vezes meus próximos questionam.

Dou razão por ter me afogado em orgulho, e resistido as paixões passageiras deste mundo.


O tempo golpeia o relógio a cada pulso. Temi. Mas lutei em resistência

Tenho eu que conviver com uma verdade que carrego n'alma, o único medo que tenta afrontar o meu descanso de justo, isto é, o medo de perder quem prezo em dores de amor.


A distancia dura e fixa me encara, chamando para um embate duradouro.

Então descobri que seria um combate irracional, baixei minhas armas, arranquei fora o elmo, embainhei a espada.


Desleal é lutar contra os próprios princípios. Tolo aquele que fere o que inspirava a buscar os melhores valores dentro de mim.

Pode olhar para trás, à sua ótica pode ser tão distante. Cai na tentação do descanso, logo eu, peregrino das terras do sul, meu leito é a terra, meu calor o sol e as brisas o meu refrigério.

Agora nada mais que aceitar as cadências do coração. Preces oferto aos céus, pelo teu conforto, para seu sono. E os anjos contemplam.

A vida é mui curta e preciosa para se dar ao luxo de ficar em silêncio, e simplesmente vestir vestes de omissão.

Agora não prevalecem mais nem o tempo e a distância. Porque ele é passageiro, e ela mortal.

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