(Sugestão de áudio: Ludovico Einaudi - I Giorni)

Pela fresta da sacada vejo - Todas as luzes... Tão brilhantes - Cada ponto de luz!
São tantos, que não consigo contar.
Milhares de pensamentos - Alguns adormecidos!
Outros tantos acordados - Felizes, talvez errantes!
Em cada ponto de luz - Há bem mais que uma centelha.
São tantos, que nem consigo imaginar.
E vão todos - Noite a dentro!
É tão curioso, vendo daqui são todos tão iguais.
Todos tão calmos - Serenos compartilham a Noite e o silêncio.
A vigésima quarta parte do dia - Já contam 25.
São tantas... - Luzes - Almas - Humanas!
Milhares sobre a terra - Debaixo de um mesmo céu.
Talvez seja eu um anjo - Talvez!
São tantos, que não consigo entender.
No meio de tantos sou eu - Um também! Um dos tantos acordados.
Meu olhar cuidadoso, tem esperança.
Tão frágeis - Sobre o auspício daquele que os mantem!
Ainda assim, tão esquecidos e desinteressados da verdade - Desinteressados de si mesmos.
Não sou nada além da mesma essência - Debaixo do mesmo guardo, também compartilho da noite.
Todos os dias - Na décima Oitava hora - Ecoando por todos os cantos.
Que a paz Prevaleça sobre a terra!