E já é passado o tempo - já é passada a hora!
E todas já se foram - nada mais resta,
Nas buscas eis que apenas se achou o nada.
E nas linhas daquele que tece, e cobre com o manto do destino,
Nas linhas da singularidade,
Eis que o nada é por vez a mais constante e concreta de todas,
E por ela escolho e traço minhas linhas.
Para alcançar às suas mãos.
E quando eu não mais aqui estiver - e meus sonhos não mais existir,
O que restará? A falta do que nunca se teve - talvez!
E de tão ínfimo a ela se assemelha - covardia - talvez!
Quando eu não mais aqui estiver, quem julgará?
E dos julgamentos e lamentos - não os poderei acompanhar,
Vai além do que temos - logo o que temos é menor,
E já não os espero.
Seus enigmas e mistérios sobre mim já não recaem!
Grão de pó! - No meio do todo - mais uma vez serei parte.
Eis que é finda a hora - e virá a qualquer hora,
E magna será, pois será de todas a última!