Soando devagar e lento,
Como num pulsar de angústia,
Que me alenta e ampara em seu ritmo.
Faço-me silenciar num instante de pesar
Os toques de piano - meus desejos - tão meus.
Talvez na vontade de estar junto aos teus,
Vês que tão seus são os meus - e frágeis são.
Venho na canção afagar meu coração,
E ela vem e faz seu movimento - num intento,
E onde estas neste tempo?
Correndo - correndo - buscando – buscando.
Nos ciclos que se fecham nos ciclos da minha alma
E vou correndo - correndo e vou perdendo – perdendo,
E por quanto me prolongo - e, portanto sinto,
E sinto... E lá estou... E, onde estou?
E me perco... E de novo - e de novo.
Vês, que sois o pulsar da melodia? – não... Não estas a ver,
E neste tempo? Que sentes? - tão meus os seus? Não sentes!
E ao vento os seus e tão logo os meus,
Na melodia um desarranjo e nas notas o silencio,
Pulsa... Pulsa - vês que o novo se faz e tenta - e traz,
Tão sagaz teus laços e abraços que me envolvem no compasso.
Soando devagar e lento – lento,
Como num pulsar de angústia,
Tão seus os meus - tão longe os teus
Que mesmo correndo – correndo, não os posso alcançar.