Hoje morro e num instante renasço,
Grito, choro e lamento.
E num instante me viro e me desfaço.
Sou e amanheço como antes,
Sorriso triste no canto.
Num instante e de relance,
Minha paz por um instante!
Olhos se fecham - se abrem e tudo some,
Abrem-se - e tudo volta.
E vejo todos os seus contornos e vislumbro.
Descubro e desapareço - quase enlouqueço.
Sussurro e sinto... E penso... E logo sei
De triste não amanheço e padeço.
Então enlouqueço em toda minha lucidez,
E num instante... E lá se foi outra vez.
E se vai... Vai e bem longe - vai.
E de mim nada se sabe - só de olhar engana-te então!
E sou criança - e choro.
Concentrado e no controle e ainda assim - mesmo sou distraído.
Meu olhar longe - de tão longe que perdido fica.
E fico... E vago... E me deixo sim! - Levar.
E num instante - corro e fujo,
E lá meu vou - e aquela musica a soar?
Aquela que soa sem parar - estou a cantar...
Perder-se-ia! Mas, aqui ficaria.
E pra sempre seria - dos meus instantes o mais constante.