É profundo e gélido, frio muito frio – e lá no fundo resido.
E lá permaneço como se o fosse sempre – próprio de mim.
E lá não me atenho ao entorno – medo do que me traz.
E lá, o que tem lá que me prende? - minha verdade.
Ai de mim - ai de mim – que me perco no todo que me compõe.
Angústia na alma – que alma séria? Seria esta ou aquela?
Já não sei se sou o que sou – ou aquilo que quero ser – ou tudo aquilo de antes.
Se é próprio de mim não sei – talvez o seja.
Embora sejam de valor tão nobre meus desejos e sentimentos – me consome a possibilidade.
Ao fato daquilo que sou – tenho medo de mim.
O que seriam então aquelas? – que rolam e seguem no contorno do meu rosto!
De onde vem? – Da minha vontade de apenas ser aquilo que sou – sem o medo de sê-lo.
Medo sim – o mesmo de outrora.
Seria tudo isso criação tortuosa – a me enganar sobre minhas verdades? 
Ou seria tudo mesmo próprio de mim – meu eu e minhas verdades?