Eu tenho tentado sufocar todos os meus pensamentos
Tenho tentado ignorar todos estes sentimentos destrutivos aqui,
Em mim...
Eu não quis me ouvir e agora eu estou me perdendo.

O nosso amor era a única força que me mantinha de pé,
Mas desde que você fechou a porta do meu apartamento,
Eu tenho enfraquecido tanto,
E você finge que não está vendo.

Tentei fazer uma canção e não consegui,
Minha alma escura, agora sangra aqui dentro,
E a morte então sorri pra mim, acenando.

Não podia imaginar todo esse frio sozinho
Não esperava tanta frieza sua
Não esperava o caos desse puro sentimento.

Depois de todo esse tempo juntos
De todas as promessas e juras eternas
O seu rosto aparece no meu quarto escuro
Me assombrando, tirando o meu sono.

Eu não quero dormir com estes fantasmas me abraçando
Ou com esses demônios remexendo feridas adentro
Por que não consegue quebrar esse silêncio?
Pelo amor que tivemos,
Por respeito à tudo que sentimos um dia, ao menos?

Terei eu que vagar até o fim da Terra ou até o fim dos Tempos?
Sem você eu me sinto incompleto,
Sem voz, sem alma, sem um espírito sequer
Me sinto como se estivessem me expulsado do paraíso,
E deleitando-me agora no meu inferno...

Oh Deusa da Morte!
Leve-me embora daqui, de uma vez desse tormento!
Minha angústia me consome por completo
Meu espírito está congelado sem o calor da alma do meu amor.

Oh Senhora da Escuridão!
Nada me prende mais aqui, devo eu, desistir ou resistir?
Nessa dúvida que me aflige mais e ao pouco mais me mata,
Eu vos imploro que venha me salvar desse abismo que me rendi
E me leve de volta para onde eu sempre pertenci,
Às sombras.