De violência e de dor,
Nasço da minha própria morte.
O que eu plantei foi amor
Embora sangrando, continuava a sofrer bastante.
A minha morte como sombra me levantou
E mesmo sem algum resquício de sorte
Eu resisti e no conhecimento eu encontrei o meu norte.

Fingi, menti, bati, enganei, assaltei, matei alguns sonhos
Sequestrei e estuprei.
Fingi que estava tudo bem quando tudo havia se esgotado em
mim.

Menti dizendo “Não, ta tudo bem” enquanto um falso sorriso
me doía por dentro.
Bati com os meus sonhos impedidos na realidade tantas vezes
com o meu espírito febril
Que ao acordar, tudo que eu ansiava era pelo o meu fim.
Enganei a minha mente na tentativa de me salvar do desespero
e me perdi em minha própria insanidade por inteiro.

Assaltei várias vezes minha alegria viciado na melancolia
E enfermo, acabei por matar meus sonhos em plena luz do dia,
Me seqüestrei várias vezes das trevas em que eu vivia e por
fim, estuprei a morte para que ela devolvesse minha vida.
E consegui.
Hoje eu sou livre.