AMOR

01 de Agosto de 2011 Abreu Prosa Poética 779

Quando uma dor de amor envolve interrupção sem o amargor da emoção e nem a conjugar, na partida, o crime impiedoso da traição, ficamos a senti-lo, eternamente, guardado aceso, enrolado em seda, em chama oscilante, crescente, abundante, mal o novo amor, nem bem decadente, se mostre vacilante.

Quando louco amor se irrompe em prantos de dor, partido, rasgado, dilacerado, impropérios ao vento gritados, ao apontar o infiel desalmado, ainda assim ficamos a senti-lo, guardado eternamente ao acaso, azumbrado, no triste porão das amarguras do coração, entibiado, ampliando o horror, assomando, mal novo amor perca o valor.

Vamos então, gozar intensamente todos esses momentos, sentidos em cheiros e cores, vibrantes em olhares e toques, planejados em risos e sonhos, enlaçados em prosa de amores, pois todos eles, sem exceções, já extasiados, nunca expurgados, serão arquivados, nas plantas rasas de resignados corações.

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